segunda-feira, 5 de março de 2012

7º Dia – Antofagasta - Copiapó (550km) - 03/03/2011

Fiquei 2 dias sem internet, por isso não pude postar ou responder aos emails. Sorry!

O dia não teve muitas novidades exceto um evento que tomou-me quase 1h e 30min. De resto, algumas paisagens bonitas e a surpresa por ter encontrado uma cidade de contratastes sociais tão evidentes.


Como a viagem do dia prometia ser tranquila, resolvi acordar tarde. Por conta disso, quase perdi o café da manhã. 


Na saída rumo à RN 5 dei de cara com um portão gigante com a seguinte mensagem. ´la ruta esta cerrada´. Por conta disso acabei perdendo algumas fotos en ´La mano del desierto´, parada próxima à Antofagasta pela RN 5.


Nem precisei parar para me localizar no mapa. Um motociclista chileno, que estava logo atrás de mim, me ajudou a achar a rota alternativa.

Rota encontrada, peguei um dos maiores trechos que cortam o deserto do Atacama. Não há nada em especial para apreciar a não ser um horizonte arenoso cheio de formações montanhosas dos andes. Pelo menos a temperatura estava  amena.

Algumas fotos:


Saída de Antofagasta.Nada de muito especial na cidade. Entretanto, vale lembrar que por ter acordado tarde, não tive tempo de explorar muito.

Estrada pelo Deserto. Quase 3 hrs com essa paisagem.
 Após quase 3 hrs, finalmente voltei a ver o oceano. Nessas, resolvi parar para um rápido lanche e ,talvez algumas fotos.


O caminho era parecido com o do dia anterior. O acesso ao oceano se dava por uma estrada com partes em rípio, e partes em areia. Dessa vez tudo ok. Exceto...


Bom, após a parada guardei as coisas e parti. Quando acessei a estrada  e após alguns kms, fiz uma rápida checagem nos bolsos, como sempre faço. Dessa vez, não senti no bolso esquerdo o meu iphone. Parei a moto para ver se estava na mala tanque, e nada do dito cujo.


Pensei. E agora? Como vou achar a entrada, uma vez que há pelo menos uma estradinha a cada 400 m? Rodei umas 3 pela pista vezes e não achei a entrada. Foi aí que me ocorreu de olhar as fotos e verificar se conseguia achar algum tipo de indicador do lugar. Sabia que seria meio inócuo uma vez que havia 3 coisas. Montanhas unicolores, o mar e algumas pedras na praia.


Ao olhar, verifiquei que havia uma mancha de areia em uma das montanhas. Felizmente, consegui achá-la. Então, seria hora de achar a exata posição da mancha em relação às fotos.


Bom, resumo da ópera. Voltei com a moto e andei uns 30 minutos. No final achei o iphone, após quase 1hr e 30min. Ufa...prejuízo a menos!! 
Ele estava bem na praia, lugar onde coloquei o tripé para tirar uma fotos. A maré já estava quase chegando no bendito.


Vídeo:


Fotos que me ajudou a identificar a entrada:


Por incrível que pareça aquela mancha é meio que única. Imagina lembrar da entrada no meio desse uniformismo de ambiente.
Após o infortúnio, voltei a estrada para mais umas 3 ou 4 hrs de viagem até Copiapó.


Me acomodei no quarto, comi e fui dar uma banda na cidade. A cidade é impressionantemente contratada socialmente. Um centro belíssimo e bem desenvolvido, rodeado por áreas desprovidas de investimento. A maior parte da cidade me pareceu bastante pobre. 


Me chama a atenção a cidade ter alguns bons hotéis no centro. Preciso descobrir o que atrai turistas de negócio, o que aparentemente é o core business do hotel que fiquei.


O dia seguinte será a viagem mais tensa do circuito Atlântico - Pacífico, uma vez quem 300km em estrada de rípio, o qual não se sabe se está em boas condições para moto.


abs,

Hotel em que me hospedei: Chagal
Opinião: Muito bom 

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